2005-10-27

Planos II

Espinho, 2005

Planos I

Espinho, 2005











2005-10-21

Sem Título

Ronda

Andaluzia, Espanha








Cuba 1998

Trinidad IV
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2005-10-20

Cuba 1998

Trinidad III
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Portugal,Museu do Brinquedo,Sintra-2001

Portugal,Museu do Brinquedo,Sintra-2001

Portugal,Lisboa-2003

2005-10-19

Cuba 1998

Trinidad II
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2005-10-18

duas fotografias - o mesmo pinheiro

Roma, 11 de Setembro de 2001




















2005-10-17

Sem Título

Ponte de Sor, 1996

Sem Título, Lisboa 2004

Memento

Granada, Espanha, 2003

Bairro Albaycín



Portugal,Museu do brinquedo,Sintra-2001

2005-10-16

2005-10-14

Cuba, 2003

Fortificação na baía de Havana
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Cuba, 1998

Trinidad
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Londres 2005

People
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2005-10-13

Cuba 1998

Vale de s. Luís IV
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Cuba 1998

Vale de S. Luís III
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Encontro em Paris















Atravesso os bairros e sou um homem só entre as casas
onde patrões e criados vão vivendo o seu dia
E Paris é para mim a face de Manolo Fuertes Refólio
o barbeiro que sabia aparar-me o cabelo
e que depois se exilou nestes lugares de salvação

Até Saint Michel verei pelo menos 60 conhecidos
mas o seu rosto já não é o que me lembro de lhes ver.
Notre Dame fica perto e repousa tranquilamente.
Todos os anos a imaginava, como que levitando na manhã
esperando os seus fiéis franceses que a sonham amorosamente.
A ela voltam uma e outra vez e olham em redor admirados
pensando se um de nós acaso não será um príncipe ou um mago
vindo de terras estranhas debaixo de um impulso fremente

Depois baixam os olhos com tocante delicadeza
pois a nossa expressão entrou-lhes bem no centro do coração

e o ar em volta ficou como se lhe tivesse fugido o sol.


NS

Cuba 1998

Vale de S. Luís II
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2005-10-12

António Silvestre

Cuba 1998

Vale de S. Luís
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2005-10-11

O real e o imaginário














“(…) A uns oitenta metros do solar há uma outra casa de dois andares a que chamamos “O Sótão”. É lá que de há gerações se guardam objectos trazidos pelos antepassados de todos os cantos que visitaram. Tem três divisões: duas no rés-do-chão e uma no primeiro andar. A de cima, que é muito grande, contém móveis, objectos estranhos e vitrinas, fatos de rainhas e palhaços, brinquedos e muitas pinturas (…).”

in “Passagem de nível” - teatro

(Casa da família Mata – Monforte, que serviu ao autor como modelo dum dos locais da acção da peça citada. Foi ali que passou uma parte da sua infância.)

NS

Cuba 1998

Teatro Nacional de Cuba
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Orla Marítima, Cabo de S. Vicente, 2000

2005-10-10

Passagem de peões

Rimas 1

Por vezes, somos arrebatados por imagens que, associadas, brincam a um estranho jogo de significado e significante. Recordam-me o que Renato Barilli escreveu sobre a rima em poesia: "(...) um breve segmento de homofonia, dado pelas últimas vogais, obriga a associar «vozes» semanticamente distintas entre si, não ligadas por qualquer sentido lógico(...)"

Cantos do Deserto


No deserto de Tabernas, Norte de Almeria - Espanha














Coisas, coisas e labirintos, pedras entre
pedras – que o sol aqui se põe muito mais tarde
A sonolência da erva Fórmulas mortas
que a memória nos dá. Tudo o que de longe pela noite
se vê Animais parados como desejos Como
desconhecidas raizes Figuras que de repente
erguemos por dentro (a casa nova e sem ninguém, a
oliveira cortada, a mágoa de saber que flores e frutos
são já de uma outra vida, pois que os meses
inconclusos se afastam). Bosques que num repente
devagar se consomem Destroços na lembrança
nos olhos ou nas chagas
Diferentes coisas sobre os espaços da manhã.


NS - ( Primeiro poema da colectânea)

Foto de Jaume Palau

Portugal,Lisboa-2003

Portugal,Castelo de Vide-2003

Cuba 2003

Paisagem urbana em Havana
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2005-10-09

Igreja de S João de Deus - GRANADA












"Se nenhuma janela
resiste, com tiras de papel
impresso, que faz um poeta
entre destroços?"

Inês Lourenço in Logros Consentidos, 2005 & etc

2005-10-07

Cuba 1998

Baía de Havana II
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Sem Título, Fazenda, Ponte de Sor, 2004

Horseshoe Falls

(para o Nicolau Saião a minha visão de Niagara)

Sem Título, Ponte de Sor, 2004

Sem Título, Lisboa 2005

2005-10-06

Canadá




















"Um perfume de paz. Árvores e mais árvores e um esquilo cinzento que, de súbito, salta quase junto aos nossos pés.
Num segundo, percebe-se que a felicidade é possível - por um momento que nos parece incorruptível.
Ao longe, o grito de uma ave de que nunca saberemos o nome. O castanho dourado da ramaria e, por sobre a colina, ao fundo, o sol sobre a praia do Lago Huron. Quase como se fosse em Carcavelos, não estivéssemos no antigo território dos corajosos guerreiros dos Grandes Lagos.
Em Sainte-Marie-des-hurons subi a um pequeno forte para turista ver, enquanto os meus companheiros desciam ao restaurante servido por empregados índios. Absolutamente só, olhando o rio e as florestas naquele fim de tarde, senti chegarem até mim as memórias adolescentes das histórias lidas no "Cavaleiro Andante".
Depois, com a nostalgia a coalhar-se-me na garganta e nos olhos, fui para o restaurante acompanhá-los num retemperador "indian steak on the plate"..." NS

Niagara














" Quando se chega da estrada que atravessou a pradaria e os bosques, é o espanto: como é que aquilo é possível? A seguir vem o encantamento: o rio coberto, na parte de cima, de ilhotas verdejantes e, na parte de baixo, de uma nuvem de fumo de água de vento e de remoínhos devido à força da "senhora do nevoeiro" (lady in the mist). A força? A graça, para melhor dizer, porque aquela imensa e poderosa massa-de-água possui uma elegancia, uma beleza a que chamaria ática. Escorreita como uma escultura criada por um deus artista e benfazejo.
Ficam-se 5, depois dez minutos, depois um quarto de hora. Depois meia hora e a seguir vai-se até à loja de recordações e merca-se o que o bolso nos pode dar.
Depois volta-se - para mais uma vez se lavarem os olhos naquela maravilha que também surpreendeu Chateaubriand.
Porque ela é a melhor recordação. Que nos acompanhará, interiormente, pelo resto do nosso tempo." NS

Lisboa vista do Tejo, 2005